Brasil é representado pela AAAPV em Conferência Bienal sobre associativismo em Londres

London (UK), October 18, 2017 – O dia de trabalho começou cedo para o presidente da AAAPV (Agência de Autorregulamentação de Proteção Veicular e Patrimonial) Raul Canal e para o procurador-geral Renato Assis, em Londres. Eles participam, desde ontem (17), da Biennial Conference of the International Federation of Mutual and Cooperative Insurance, promovida pela ICMIF (Intenational Cooperatives and Mutual Insurance Federation), e representam o Brasil, em um evento que conta com a participação de 353 delegados de 40 países.

Um comitê parlamentar, com membros da Comissão Especial que analisa o Projeto de Lei (PL) nº 3139/2015, também está presente.

O evento, que teve início no dia 17, segue até 20 de outubro. A abertura foi realizada pela presidente mundial da ICMIF, Hilde Vernallen, e pelo CEO, Shaun Tarbuck. A terça-feira teve diversas exposições, sendo a mais importante proferida por Andrew Grill, que tratou da desrupção dos mercados, onde as novidades, as técnicas, os conceitos e os paradigmas são transformados na velocidade catártica.

Houve um grande debate sobre as realidades locais do mutualismo, protagonizado pelos gerentes regionais Chris Black (Nova Zelândia), Georgina Diaz Sanches (América Latina), Grzegorz Buckowski (Polônia), Brad Gewit (América do Norte) e Tom Gitogo (África).

PROBLEMAS COM ÓRGÃOS REGULADORES – A problemática envolvendo órgãos reguladores é mundial. Embora sejam de países com culturas e economias totalmente diferentes, os representantes alegaram que hoje, órgãos como a Susep (Superintendência de Seguros Privados) são os que mais atrapalham o desenvolvimento do mercado.

Constatações importantes, que estão sendo prestigiadas também pelo presidente da Comissão Especial do PL 3139/2015, Rodrigo Martins (PSB/PI), pelo relator do projeto, Vinicius Carvalho (PRB/SP), pelos deputados George Hilton (PSB/MG) e Elizeu Dionízio (PSDB/MS) e também pelo assessor legislativo Fabiano Jantalia.

DADOS POSITIVOS – Números apresentados no evento comprovam que a proteção mútua, em 2016, movimentou U$ 1,3 trilhões em prêmios e U$ 8,3 trilhões em coberturas seguradas. Além disso, são empregadas, atualmente, 1,1 milhão de pessoas, e 990 milhões de pessoas são protegidas em todo o mundo.

“Os gringos e asiáticos se espantam e nos olham com um sorriso de incredulidade quando dizemos que estamos discutindo uma lei para regulamentar a atividade no Brasil”, afirmou Canal. “Nesse aspecto, o Brasil está mais atrasado que o Quênia e a República do Congo”, ironizou Renato Assis.

As cooperativas e mútuas representam 26,8% de todo o mercado global de seguros. Dessas, 3 mil estão na Europa, 1.850 na América do Norte, 150 na Ásia e na Oceania, 100 na América Latina e 50 na África. Com as associações de proteção mútua, são gerados 460 mil postos de trabalho na Europa, 390 mil na América do Norte, 222 mil na Ásia, 44 mil na América Latina e 12 mil na África.

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