Alta quilometragem é sinônimo de desgaste?


Muitos podem afirmar que sim, mas não se trata apenas de quilometragem, mas você compraria um carro com mais de 100 mil quilômetros rodados? 

Carros com alta quilometragem (estamos falando de acima dos 100 mil quilômetros) podem gerar estranheza no consumidor, mas são uma alternativa atraente para quem quer economizar.


As condições de rodagem do carro, influenciam muito, isto é, se o motor atinge a temperatura ideal de funcionamento, os componentes estão bem lubrificados e se a manutenção foi feita de forma correta.

“Carros que rodam na cidade e ficam naquele ‘anda e para’ têm um maior desgaste, naturalmente. Já os que andam em estradas, em velocidade de cruzeiro, tendem a ter uma depreciação menor”, afirma o especialista técnico da Bosch, Diego Riquero Tournier.

Muitas pessoas que usam o carro no dia a dia andam poucos quilômetros para ir ao mercado ou mesmo ao trabalho. Essa distância curta não permite o motor atingir a temperatura ideal de funcionamento, impedindo que o óleo alcance a viscosidade adequada e fazendo com que o conjunto precise de “mais força” para mover as peças. Os principais componentes que sofrem com esse desgaste são a caixa de câmbio e o próprio motor.

Por outro lado, carros que percorrem longas distâncias em estradas bem pavimentadas costumam atingir a condição ideal de operação do motor, que é de rotação constante. “Assim, o carro pode acumular alta quilometragem, mas esses elementos não desgastam tanto”, conclui Diego.

A dica principal para quem quer comprar um carro rodado é levar a um mecânico de confiança, que fará a avaliação dos componentes que possam precisar ser trocados, além de checar se todas as revisões foram feitas corretamente.

Fonte: Autoesporte